Nissan Tiida. Elegante, agradável
Mercado de maior expansão no Brasil, o dos sedans médios, ganhou participantes que garantem a exigência espaço interno, mas permitem a variável de charme visual dos hatches, apelo a quem nunca utiliza a capacidade do porta-malas.
Há bons exemplos desta atração visual: VW Golf, envelhecido; Fiat Stilo; Peugeot 307. Agora, há mais dois competidores: GM Vectra GT e o mexicano Nissan Tiida.
O Vectra GT dispensa análises. Não é Vectra – é um Astra; e não é GT – não existem Gran Turismo de 4 portas e motorização simplória. Mas o Nissan Tiida é instigante.
Bem acertado
Vem do México, importado sem impostos alfandegários. É atualizado em seu desenvolvimento, perceptível no rodar, no silêncio, nas agradáveis sensações de condução. O estilo é do dia, simpático, e exibe a dificuldade em individualizar-se. Dá a impressão de velho conhecimento. Sempre os faróis, os espelhos, ou as lanternas traseiras exibem alguma similaridade visual com outros produtos, de outras marcas. Mas o conjunto é atrativo.
Os termos construtivos chegam a bons resultados. Mais alto dentre os sedans de dois volumes e quatro portas, seu 1,54m bem acomoda os passageiros, com sensação de conforto e bem estar, pelos bancos com ótima superfície de contato. Há poréns, como o quase encostar nas portas, dificulta alcançar o conteúdo dos porta-objetos laterais.
Os comandos estão à mão, incluindo a relação entre volante, pedais e a alavanca acionadora da mudança das seis marchas à frente – ou transmissão automática de 4 velocidades. Traz a marca da formulação para outros povos. Aqui, destinado a classes com maior poder econômico, prescinde de alguns confortos identificados com veículos deste preço. Por exemplo, não tem marcador de temperatura – apenas lampadinha azul para indicar estar frio, como nos Ford Gálaxie/Landau, há 40 anos. Outras ausências, computador de bordo e travamento automático das portas. Na origem, destinado a público de menor capacidade econômica, não exigente destes confortos.
Pode melhorar, pois não é aventura de importador, mas produto para ampliar o leque de viabilização da rede comerical Nissan. Integra o projeto de complementariedade montado pelo cruzamento de facilidades tributárias nos países com os quais o Brasil tem tratados e acordos comerciais. Não é fugaz, é para valer.
Andando
Emprega motor 1.8, atualizado, tudo em alumínio: duplo comando variável para as 16 válvulas, e faz 124 cv. Como referência antiga no mercado, é mais potente que o VW Golf e seu velho motor 2.0, 8V, e apenas 116 cv. Acelera da imobilidade aos 100 km/h em 10,6 segundos e crava velocidade final de 191 km/h. As seis marchas auxiliam o uso, e as reações.
A direção é precisa, leve, tocada por motor elétrico, economizando cavalos e gasolina – não é Flex. Freios dianteiros a disco, traseira por tambor. Rodas em liga leve, aro 15” , pneus com 18,5 cm de área de contato e 12 cm de altura.
É econômico para porte e cilindrada. Em trânsito leve arranha 12 km/litro. Na estrada, sem o cinismo das limitações legais, uns 13 km por litro. Preço ? Sugerido R$ 64 mil.
Tiida ?
O que quer dizer Tiida em japonês ? Ninguém sabe, até porque não é palavra desta língua. Aliás, nem existe. É combinação feita por computador entre sonoridade latina, universalidade de pronúncia, poucas letras. Dizem, será sugestão para o inglês Tide, de ondulação suave, especialmente quanto se refere ao relevo marítimo. No Brasil sugerirá nome de bala ou velha empregada de fazenda. Prefiro o do letreiro empregado para o mercado norte-americano: Versa. ( RN)
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