Indy São Paulo: muito a ser feito

8 de março de 2010

Neste domingo o piloto Mario Romancini, em companhia do prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, visitou as obras do circuito do Anhembi que estão caminhando a uma velocidade de Fórmula 1. Romancini, de tão impressionado declarou: "Quando viemos a primeira vez ao local onde foi construído o circuito, tudo estava bem no começo. Agora, o traçado já tem cara de pista de corrida. O trabalho está sendo ótimo e acredito, realmente, que teremos um dos circuitos de rua mais interessantes do calendário" Romancini ainda completou: "Vistoriar a pista me deixa com mais vontade ainda de acelerar. Em São Paulo está sendo tudo diferente para mim, e confesso que estou gostando muito. Vou fazer minha estreia na categoria nessa pista e, a cada visita, vou me sentindo um pouco mais em casa, quando venho do aeroporto de Guarulhos passo pela marginal, mas sempre a oitenta por hora, agora quero passar dos 350 kms por hora". Depois destas declarações, resolvi sair de casa, na cidade de Mairiporã, onde resido, para ver de perto as obras do circuito. Chegando lá, dei duas voltas de carro na pista da Av. Marginal e da Av. Olavo Fontoura, duas grandes retas, onde o trânsito  estava  fluindo bem. Com isso deu para perceber a grande existência de Bumps (pequenas ondulações) e muitas depressões no asfalto novinho em folha, onde certamente os pilotos terão muitas dificuldades para o acerto das suspensões. Acho que o piloto Mario Romancini teria outra impressão do circuito se andasse de carro, não na pista do Sambódromo, onde caminhou com o prefeito e já está pronto há anos, mas sim, fora. Ele notaria que ainda há muito a se fazer. 

Olhando de perto

Em um passeio pelo circuito da Indy em São Paulo e um olhar mais atento foi possível notar algumas falhas. Nas grades foi possível verificar várias falhas, soltas e mal fixadas, um perigo tanto para o piloto quanto para o público que porventura estiver próximo do local. Um acidente em uma falha dessas pode se trasformar em uma armadilha para o piloto, que se romper a grade pode atingir quem estiver por perto.
 

 


 

O asfalto no trecho da Av. Olavo Fontoura está muito irregular, cheio de bumps e com muitas depressões. Um perigo para um carro da Indy a mais de 300 km por hora. Obras feitas as pressas dá nisso. Coisas do prefeito Gilberto Kassab.


Confusão

Na última sexta-feira a assessoria de imprenssa do São Paulo Indy 300 soltou uma lista com as cinco mulheres que iriam participar da abertura do campeonato na prova de São Paulo. Na lista tinha o nome da americana Sarah Fischer, da Sarah Fischer Racing. Nesta segunda, dia mundial das mulheres, soltaram uma outra lista com a desistência da americana na prova. ou seja, no dia das mulheres uma má notícia, de que haverá uma mulher a menos no Grid da são Paulo Indy 300. Duas listas em três dias. O que será que aconteceu para a desistência de Sarah Fischer? Falta de interesse?

Ansiedade: Uma rapidinha de Tony Kanaan

 

O brasileiro Tony Kanaan, da Andretti Autosport, não vê a hora de chegar o Sábado para os primeiros treinos da corrida em São Paulo. Para diminuir sua ansiedade, nesta segunda, Tony foi dar umas voltinhas no circuito de carrinho de Golf, levando alguns felizardos, para o rápido "Passeio". Dá-lhe Tony! 

 

Bruno Senna: Confiança extrema

4 de março de 2010

 

Durante a apresentaçao do companheiro Karun Chandhok e do carro da HTR F-1 Team (Hispania Racing F1 Team) na cidade de Murçia, na Espanha, Bruno Senna se mostrou muito otimista, pelo menos para mim. Em um comunicado Bruno disse: "este será o primeiro ano meu e da equipe na Fórmula 1. Mas vejo que o clima aqui está legal e poderei me concentrar 100% na pista. Até me sinto meio que um veterano, já que vi o carro pela primeira vez em novembro e depois fiz os ajustes do banco. O carro tem umas idéias legais. Mas, claro, temos um longo trabalho pela frente, uma vez que não participamos dos testes de inverno na Espanha. Continuo com a expectativa inicial. Acredito que uma meta realista será brigar para ser a melhor das pequenas e tentar terminar sempre que possível na zona de pontos". Caro Bruno, acho que você está fora da realidade. As outras duas  menores, Virgin Racing e Lotus, completaram centenas de quilômetros de testes com seus pilotos, a HTR F-1 Team sequer colocou o carro na pista, que pelo visto nunca viu a cor do sol ou da chuva, se preferir. Por isso ando pessimista com sua equipe, infelizmente.

Fim do sonho de Stefanovic e Villeneuve 

Depois de muita conversa e muita expectativa, a FIA acabou com o sonho do Sérvio Zoran Stefanovic de competir na Fórmula 1 com uma equipe em 2010. Stefanovic mantinha esperanças de participar nesta temporada, depois de ter comprado todo o equipamento da extinta Toyota, da sede em Colonia na Alemanha ao Projeto do novo chassi para este ano — aliás chassi já pronto e desenvolvido pela equipe japonesa. A confiança do Sérvio em obter o sim da FIA era tanta que teria até anunciado o canadensse Jaques Villeneuve, campeão de 1997 da F1, como piloto principal da equipe, cujo nome é Stefan GP, uma abreviatura do pré nome do Sérvio Stefanovic. O comunicado da FIA desta quarta (03/03), foi claro em afirmar que não há substituição das equipes para 2010. Leia o comunicado: a USF1 indicou que não irá participar desta temporada da Fórmula 1 devido aos problemas financeiros que acabaram não sendo sanados. “Considerando as várias outras opções, a FIA confirma que não é possível a substituição de uma equipe no grid para o campeonato nesta última etapa”. A FIA comunicou também que anunciará detalhes de um novo processo de seleção para "identificar os candidatos para as vagas que ficarem para a temporada 2011". Eu aqui escrevendo este blog pensei: Por que jogar no "lixo" toda a estrutura da Toyota? por que desprezar o chassi desenvolvido pela equipe japonesa, que certamente teria um melhor resultado que a Hispania Racing F-1 Team que montou o carro a "Toque de caixa", e fez uma apresentação confusa nesta quinta-feira (04/03), onde até as fotos demoraram a chegar?  Bem descrente com esta equipe,  acho que vai ser assim durante o campeonato. Será que o time conseguirá passar da quarta corrida e deixará o brasileiro Bruno Senna na mão? 

 

Comunicado da FIA mostra lista das equipes para 2010

3 de março de 2010

 

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) soltou um comunicado na tarde desta quarta-feira (03/03), com a lista das equipes que estarão no Grid de Bahrein, a primeira corrida desta temporada. Nesta lista já está incluido o novo nome da equipe espanhola Hispania Racing Team, ex Campos Meta, completando as doze equipes comfirmadas, não constando a americana USF1,  e a  Stefan GP, provavel substituta da equipe americana, caso essa realmente "coloque na gaveta" a aventura de fazer uma equipe totalmente americana. Já na lista de pilotos, na agora equipe Hispania, só Bruno Senna com o número 21 foi confirmado. Veja a lista da FIA:


 

Campos passa a ser Hispania Racing

Agora é oficial: a equipe Campos passa a ser chamada de Hispania Racing. Depois da recente troca de direção, a equipe Campos Meta comfirmou que trocará seu nome para Hispania Racing, já para a primeira corrida em Bahrein. O nome vem do grupo Hispania, companhia de José Ramon Carabante, que depois de ficar com a maioria das ações da equipe, assumiu o controle da primeira equipe espanhola na F-1, substituindo o fundador do time e ex-piloto de Fórmula 1, Adrian Campos. "O nome da nova equipe significa o nascimento de um novo projeto na Fórmula 1, com novas ambições e destacando o enorme esforço que temos tido feito para assegurarmos a nossa estréia no Bahrein em 14 de Março", explicou o chefe da equipe, Colin Kolles, em um comunicado oficial, na manhã desta quarta-feira (03/03). E segundo o comunicado, o Site da equipe está sendo reformulado e a apresentação oficial da equipe vai acontecer nesta quinta (04/03), na cidade espanhola de Murcia, com a presença do piloto Bruno Senna.

 

Grid do Bahrein: Stefan GP entra ou não?

Depois das confusões das últimas semanas envolvendo as equipes estreantes Campos Meta, que vai virar Hispania Racing, e a americana USF1, que aparentemente está desistindo da categoria, abriu espaço para a possível entrada do time Sérvio, a Stefan GP, na categoria. Muito criticada por alguns, o site Grande Prêmio publicou entrevistas com o dono da Force India, Vijay Mallya, e com Christian Horner, dono da Red Bull, sobre a entrada Stefan GP na F1. O indiano Vijay Mallya mostrou discrensa. "Nós não vimos a equipe aqui para os últimos três treinos. Mas, pelo que tenho lido, eles disseram que vão aparecer no Bahrein. Só acredito quando vir o carro na pista", afirmou Mallya. Já Christian Horner afirmou que é contra a entrada da Stefan GP no grid da F-1. Ja imaginou, quando Christian comprou a extinta equipe Jaguar, cujo proprietário era a Ford e alguém dissesse: sou contra a entrada da Red Bull no grid da F1? Dói né? Como a FIA já errou, seria bom não errar novamente e não jogar fora todo equipamento da extinta Toyota adquirido pelo Sérvio Zoran Stefanovic, que espera o sim para ir para o Bahrein levando na bagagem a equipe Stefan GP, e junto o canadense campeão do mundo de 1997, Jacques Villeneuve.

 

 

FIA encurralada: USF1 sai, Stefan GP entra?

2 de março de 2010

 

 

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) parece se encontrar em uma sinuca de bico.  Depois de, a "toque de caixa", aceitar a inscrição de quatro novas equipes ao apagar das luzes do final de mandato do ex-presidente Max Mosley, a entidade máxima do automobilismo se vê diante de sérios problemas com duas dessas equipes: a espanhola Campos e a americana USF1. A Campos, depois de ter trocado seu controlador (o espanhol José Ramon Carabante, que assumiu a direção da equipe no lugar do fundador do time Adrian Campos) e com os problemas financeiros aparentemente resolvidos, parece já estar mais próxima de estrear no Bahrein. Continuo descrente.

Já a USF1, "Calcanhar de aquiles" de Jean Todt, o agora presidente da FIA, caminha para um desfecho trágico. Segundo o Speed, canal de esportes americano, a USF1 desistiu de participar da temporada de 2010. O âncora do Speed diz, ainda, que os dirigentes da equipe norte-americana, ofereceram a FIA um cheque calção milionário para mostrar comprometimento em participar da categoria em 2011. Quem acredita? Essa decisão veio depois da visita, na sede da equipe, na última quarta-feira pela entidade, representada por Charlie Witing, chefe do departamento técnico da F-1. Com a visita de Witing não dava mais para enrolar.

Ja nesta terça-feira deu no Site Autosport Inglês que o gerente de produção Dave Skot anunciou logo depois do almoço que a USF1 encerrou suas pretensões de estrear na Fórmula 1. Pondo um ponto final na aventura de Ken Anderson e Peter Windsor de construir um time totalmente americano. Nossa, Como deve ter sido difícil digerir esse almoço! Se essa notícia se confirmar será péssimo para Jean Todt, que terá seu mandato, marcado por uma das maiores confusões da entidade. Já Zoran Stefanovic (foto acima), investidor Sérvio — que assumiu no final do ano passado todo equipamento da extinta Toyota, da sede em Colonia, na Alemanha, até o projeto do novo carro para 2010, fundando assim a Stefan GP — continua aguardando uma resposta da FIA e da FOM (Associação das equipes) se poderá participar da temporada 2010 da F1.

"A Stefan GP espera a confirmação e o importante é que temos competência para fazer a temporada 2010 da F-1. Só podemos correr com o consentimento da FIA e da FOM, mas acreditamos que terão uma decisão correta no final", declarou o todo esperançoso Zoran Stefanovic. Bom, à Jean Todt e Bernie Ecclestone só resta olhar com bastante atenção para este caso, pois não há mais espaço para erros. E quem sabe podemos ter mais uma surpresa, afinal Zoran vive a mesma situação do Ross Brawn no final de 2008 quando "herdou" todo o espólio da Honda. Stefanovic ficou até com o  projeto do novo chassi deste ano todo desenvolvido pelos japoneses. Ele revelou inclusive que o carro será apresentado esta semana, com a presença do campeão de 1997, Jacques Villeneuve, que segundo Stefanovic já experimentou até o banco. Aparentemente o time Sérvio tem dinheiro, carro e piloto campeão. Só faltando o sim para um "casamento " que promete.

 

Jornalismo é coisa séria

1 de março de 2010

 

Neste domingo, no jogo Santos X Corinthians, com vitória bonita do meu peixe, por 2 a 1, aconteceram duas expulsões do Corinthians: do Roberto Carlos e do Moacir. Mas quem deveria ser expulso mesmo era o Juiz José Henrique Carvalho e o repórter de campo da Bandeirantes, Antonio Petrin. O árbitro cometeu muitos erros, expulsou injustamente e esteve muito passivo durante a partida. Nos primeiros minutos aceitou passivamente uma falta, de expulsão do jogador santista Paulo Henrique (Ganso) sobre o Ronaldo fenômeno. Essa passividade provocou o seguinte comentário do Neto, comentarista da TV Bandeirantes: "Isso não vai terminar bem, o árbitro perdeu o controle da partida". Repetia Neto durante a transmissão do jogo. Desesperado, o time do Corinthians, dependendo só da genialidado do fenômeno, apelava para a violência. Dentinho, intensionalmente, deu uma cotovelada no Pará, jogador do Santos, que foi substituido com o rosto sangrando, e o juiz em um péssimo dia, não deu nem falta, quanto mais cartão, que deveria ser vermelho. Outro erro do árbitro foi quando o bandeirinha deu impedimento para a arrancada do,  para mim, "novo gênio", o Neymar, atacante santista. Com a jogada interrompida, o atacante deu um chapéu em Chicão, que não gostou nada, depois de várias reclamações dos jogadores do Corinthians, com a "Gracinha", Neymar acabou ganhando  de "Presente" um belo cartão amarelo. Por todos esses erros o juiz José Henrique deveria sofrer algun tipo de punição dos responsáveis pelas escalações dos árbitros. Já o repórter Antônio Petrin fez um "penalti" no jornalismo, perdendo o "jogo" e a credibilidade. No final da partida o fenômeno Ronaldo, durante uma pequena coletiva a beira do campo reclamau das "gracinhas", durante a partida, dizendo: "Com o resultado na mão e com dois jogadores a mais, vi os jovens querendo fazer gracinha. Nós sempre respeitamos os adversários e jogamos com objetividade, mas como eles são jovens…" Perguntado se a crítica era endereçada ao camisa 7 do Santos, Ronaldo cutucou. "O Neymar é um dos mais objetivos que vi aí, o recado é para os outros”. Do outo lado do campo, na entrada do vestiário do Santos, quem dava outra pequena coletiva era o atacante do peixe Neymar. O repórter Antonio Petrin, sem nenhum pudor e sabe-se lá o motivo, perguntou ao atacante santista: "O Ronaldo reclamou de você  naquele lance do chapéu?". Eu, do outo lado da telinha, fiquei vermelho de vergonha com a pergunta afirmação, afinal tenho a mesma profissão e durante muitos anos fui repórter fotográfico da Revista Placar, e presenciei o início da carreira deste sr Antonio. A verdade é que Ronaldo fez questão de negar e ainda elogiar o jogador santista [Neymar]. Por isso, Petrin, cartão vermelho para você.
 

 

Alonso: Schumacher terá problemas

26 de fevereiro de 2010

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o espanhol Fernando Alonso comentou sobre a volta do alemão Michel Schumacher. Alonso acha que o hepta campeão, Schumacher, não terá as mesmas facilidades, como na época em que quebrou quase todos os records e comentou: “[Ele] vai enfrentar dificuldades muito maiores do que as que estava acostumado. Há hoje uma geração de jovens e talentosos pilotos, com 23, 24 anos, já campeões do mundo, com importantes vitórias na Fórmula 1. E a competição também é outra. Não é mais como na época de Schumacher, em que existiam dois times com possibilidade de título”. Acho que o Alonso exagerou. Quando houve duas equipes em condições de disputar o título, Schumacher sempre perdia, apanhava como "cachorro magro". Lembra da disputa de 98 e 99, quando Michael Schumacher foi vencido pelo finlandês Mika Hakkinen, que "Bateu" Schumacher e sua poderosa Ferrari, com a modesta McLaren? Dai em diante, sem nenhuma equipe como adversária, tinha como único concorrente o companheiro de time Rubens Barrichello. Mas o mundo ficou sabendo na etapa da Áustria de 2002 que o Rubinho não podia ganhar do Schumacher. Nesta prova Barrichello, que largou na pole, liderou 69 das 69 voltas e a menos de dois metros do final teve que "tirar o pé" para que Michael Schumacher pudesse vencer, provocando uma revolta geral na torcida e a maior vaia que já se viu na Fórmula 1. Sem disputa externa, Michael Schumacher "lavou a égua", levou cinco "canecos" para casa, se tornando o maior vencedor da F-1. Nos dois últimos anos de Schumacher na Ferrari,  surgiu outra  equipe com condições de disputa de título. Além da Ferrari, a Renault, comandada pelo espanhol Fernando Alonso. Advinha quem ganhou? Alonso, é claro! Ele venceu em 2005 e em 2006, provocando a aposentadoria antecipada do alemão. 

Campos Meta: pau que nasce torto, morre torto

Em uma entrevista concedida ao jornalista Matt Beer, da Autosport inglesa, o chefe da equipe Campos, Colin Kolles, declarou que está quase fechado com o piloto indiano Karun Chandhok. “Nós ficamos muito impressionados com a performance dele na GP2 e estamos perto de fechar um acordo. A Índia é um grande país e seria ótimo para o esporte ter um piloto indiano no grid", disse Colin. Acho que o Sr kolles deveria olhar com muita atenção a tabela de classificação da GP2 de 2008. Iria perceber que o brasileiro Bruno Senna foi o vice-campeão e que o indiano, companheiro do Senna na Isport, não ficou nem entre os oito primeiros. Nossa, este resultado é mesmo de impressionar. E com relação a India, alguém deveria lembrar o sr kolles, que parece andar mal informado, que no grid de 2005, tinha o indiano Narain Karthikeian correndo pela extinta Jordan. De lá para cá nada mudou na categoria, portanto esse argumento é fraco. O negócio é dinheiro mesmo! Mas o sr Colin Kolles não pode esquecer que ele vai precisar de um piloto para desenvolver o carro, pois tanto Bruno Senna quanto karun Chandhok, até onde se sabe, não tem histórico e experiência em acerto de carro na Fórmula 1. Ou seja, além das dificuldades de colocar o carro na primeira prova do Bahrein, a equipe não terá um piloto para acertar o chassi. Nossa, onde o Bruno Senna foi "amarrar o burro"!

Enquanto uns tem poucos recursos, a Ferrari esbanja

Segundo comentários, o orçamento da equipe italiana Ferrari gira em torno de 700 milhões de Euros. A equipe, entretanto, investe com muita inteligência. Já o time espanhol Campos luta para pagar cerca de 4 milhões de Euros. Uma dívida com a fabricante de chassis, a italiana Dallara. Como no meu comentário anterior sobre a Campos: pau que nasce torto, morre torto, com pouca ou sem nenhuma direção, a Campos, ao contrário da Ferrari, investe mal. Há dúvidas até da participação do time na primeira corrida em Bahrein. Nesta sexta-feira (26/02) a Ferrari, mostrando inteligência nos investimentos, testou um apêndice aerodinâmico, apelidado de Bigorna, já usado pela McLaren, Red Bull Mercedes e Sauber. Essa peça vai da entrada de ar do motor até se acomodar na parte plana do aerofólio traseiro, e o difusor triplo. Resultado: Alonso fez o segundo melhor tempo desta semana, ficando atras 0.023 milésimos do alemão Nico Hulkenberg, com sua  Williams, que virou na casa de 1.20,614. O carro do veterano Frank Williams pode estar bem próximo da Ferrari, que segundo a maioria dos pilotos, Felipe Massa e Fernando Alonso tem o melhor carro desta temporada.   

 

Tony Kanaan está de volta à MotorCar

25 de fevereiro de 2010

Depois de terminar a temporada de 2009 em um modesto sexto lugar, Tony Kanaan fez sua estreia em 2010, na última quarta-feira (24/02), nos testes de pré temporada no circuito de Barber no estado do Alabama, EUA. Os testes servem de preparação para a abertura do campeonato que  começa dia 14 de março, nas ruas da capital paulista  — o São Paulo Indy 300. Tony, no 1º dia  de testes fez o melhor tempo da equipe Andretti, superando o filho do dono do time, Marco Andretti e a companheira Danica Patrick, com o oitavo tempo na tabela de classificação. Kanaan tenta esquecer a temporada passada para tentar um novo ciclo e dar a volta por cima e quem sabe trazer mais um caneco de Campeão para o Brasil. E Tony vai contar tudo o que acontecer nas etapas do campeonato em sua coluna Green Flag, que vamos publicar em MotorCar, sempre depois das corridas. Tony Kanaan, um Feliz 2010 e um ótimo Campeonato. É o que deseja a Família MotorCar.

 

Velho eu? Que nada!

24 de fevereiro de 2010

 

Nesta quarta-feira (24/02), o escritório de Assessoria do jornalista Dinho Leme — lembra? aquele baterista dos mutantes nos bons tempos de  Rita Lee, e hoje de volta aos palcos por esse mundo afora –, mandou um press release falando do jovem piloto Adriano Buzaid que fechou com a equipe Carlin, atual campeã da Fórmula 3 Inglesa. Adriano, vencedor da prova da F-3 em  Spa-Francorchamps em 2009, pode ter ajudado o jovem piloto a fechar contrato com a principal equipe da Fórmula 3 inglesa, categoria que foi trampolim de acesso para a Fórmula 1 dos brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna, tricampeões mundiais da categoria. Quantas lembranças… Falando em lembranças, o nome Buzaid não me era estranho. Puxei pela memória e lembrei que se tratava do ex ministro da justiça do governo do Presidente Medici. Ai pensei: nossa como estou velho! Velho não, mais experiente, claro. Outra lembrança: na última terça feira (23/02), durante a apresentação dos pilotos da equipe Iveco de F-Truck, o meu amigo e jornalista Alex Rufo, comentou com minha esposa Célia Murgel, que ia fazer uma pergunta para o Cristiano da Matta, piloto da Iveco, sobre seu pai Toninho Da Matta. Alex desistiu da pergunta e cochichou para a celinha: "não vou não, senão vão achar que estou velho". Amigo Alex, não estamos velhos, e sim mais experientes.

 

 

Barrichello: Um Rubinho mais  moderado

Todo mundo sabe das qualidades do Rubinho como piloto e acertador de carros, mas todo mundo sabe também que o Rubinho fala muito e na hora errada. Na prova do Brasil no ano passado ficou bem clara esta condição do Barrichello, durante todo o final de semana da prova em Interlagos (SP), quando Rubens não falava diretamente que tinha chances de ganhar a corrida. Mas também não rebatia todas as matérias publicadas aqui e fora do brasil de que tinha chances de vencer em Interlagos. O seu silêncio deixva todos acreditando nisso, inclusive eu, um "crente" em tudo. Porém depois da bandeirada de chegada e com um péssimo resultado, Rubens Barrichello, declarou: "Eu definitivamente não tinha um equipamento para vencer a corrida". Mostrando que mesmo sem falar, Rubens acaba prejudicando sua já desgastada imagem.

Bom, mas veio 2010 e Rubinho realizando um sonho, está na Williams. Alí, muito comedido falou da estrutura da equipe e de que todos ali estão trabalhando muito seriamente para ter bons resultados. Durante os testes, não se envolveu em polêmicas e sempre muito preocupado em desenvolver o seu Williams, fazendo muitas e muitas quilometragens, mesmo sendo o mais rápido nos testes de Jeres sob chuva forte foi motivo para tirar palavras do Rubinho de esperanças. Sempre muito comedido, Barrichello falou sempre da evolução do carro. Nesta semana, Rubinho, respondendo as perguntas em seu Twitter falou sobre o carro: "muitas perguntas do meu carro… Estou feliz com ele e com o motor. Mas está realmente difícil de comparar com outros carros… Tem muita variável de gasolina… continuo pensando que a Ferrari esta á frente, mas muitos times, incluindo a Williams, vem logo atras. Cara, gosto muito da minha equipe nova… séria e determinada… ganhar depende do trabalho em grupo."

E falando sobre mais uma bateria de testes de pré temporada, que acontece na pista de Barcelona a partir desta quinta feira — Rubinho fala das mudanças no carro para este teste. "esta semana a Williams terá um up grade aerodinâmico na esperança de uma Barcelona seca para poder testar". Que bom seria ver o Rubinho disputar a F-1 com chances de ganhar e quem sabe disputar o título. Eu torço muito para isso, pois quem me conhece sabe que sou fã de "carteirinha" do Rubinho.

 

“A FIA parece estar de brincadeira”

23 de fevereiro de 2010

 

A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) parece estar brincando com coisas sérias. Depois de eleger o francês Jean Todt como presidente da entidade, mesmo sabendo da ligação forte do francês com o time da Ferrari, parece que a FIA está voltando no tempo, tomando decisões aparentemente amadoras. Depois de anos colocando apenas 20 carros no GRID, com 10 equipes no total, a FIA resolveu que a categoria iria crescer e abriu mais vagas. Quatro times ganharam o direito de participar da categoria máxima do automobilismo: a epanhola Campos Meta; a inglesa Manor, que virou Vigin Racing; a Lotus, que foi comprada por um grupo de investidores da Malásia e a USF1 Americana.

Os times Campos e a USF1 mostraram que não estavam  preparados para ingressar na categoria, sem chassi e sem dinheiro, correm o risco de ficar de fora da primeira corrida que será no Bahrein. A Campos, com problemas financeiros e muitas indefinições, pode ter encontrado seu caminho em direção a estreia na primeira prova da  temporada. Depois de muitas reuniões, o time espanhol tem nova direção — José Ramon Carabante, o dono da Meta 1, que passou a ser  sócio majoritário, assumindo o lugar do fundador da equipe, Adrian Campos.

Segundo Carabante, o time vai estrear no Bahrein, pois terá uma forte injeção de recursos. Alguns duvidam. A Ferrari, através de seu Site oficial, fez um editorial na última segunda feira, criticando essa situação. Leia: "A Campos Meta, 12ª equipe, teve sua estrutura de gerenciamento transformada, de acordo com rumores que chegaram ao paddock, com uma injeção de dinheiro repentina de um salvador generoso, muito acostumado a esse tipo de resgate de última hora. Entretanto, os beneficiários dessa generosidade podem descobrir que o salvador em questão espera que eles cumpram o papel de vassalos leais. Tudo isso significa que é difícil imaginar o carro projetado pela Dallara aparecendo no Circuito da Catalunha, com Sakhir sendo um local mais provável para testemunharmos o retorno do nome Senna à F-1".

E o editorial terminou com uma crítica forte ao ex-Presidente da FIA, Max Mosley: "Este é o legado da Guerra Santa que foi travada pelo ex-presidente da FIA. A causa em questão foi permitir a entrada de equipes menores na F-1. Este é o resultado: duas equipes vão se arrastar rumo ao início do campeonato, uma terceira está sendo empurrada por uma mão invisível (que segundo alguns este invisível é o poderoso Bernie Ecclestone) e quanto à quarta, seria melhor chamar as pessoas desaparecidas para localizá-la". Aparentemente esta quarta se trata da  americana  USF1 que, através de Ken Anderson chefe da equipe, declarou ao "The New York Times"  que esta conversando com a FIA, para ver a possibilidade de ficar fora de quatro corridas e estrear no GP da Espanha. Lembrando que o Pacto de Concórdia só permite a ausência em no máximo três provas.

Isto pode abrir uma vaga para outros interessados, como a Stefan GP do investidor Sérvio Zoran Stefanovic sem problemas de dinheiro, que comprou estrutura, equipamentos e projetos da extinta Toyota. Ela quer assumir esta vaga, mas encontra resistências dentro da FIA. Na última segunda feira, mostrando essa resistência a equipe Sérvia, Stefan GP anunciou o cancelamento dos testes que faria em Portugal a partir do dia 25 deste mês. A explicação foi a falta de pneus. A informação é do diário Autosport, que afirma que a escuderia sérvia, não coseguiu os pneus da fabricante japonesa Bridgestone, fornecedora oficial da categoria. "Nós não conseguiremos fazer um teste neste momento e continuamos procurando uma solução para o caso. Não temos pneus e não testaremos com modelos que não sejam compatíveis com o carro e não dêem a máxima velocidade a ele", declarou  Zoran Stefanovic, dono do time sérvio.

Que ainda concluiu: "Nós estamos esperando que a situação se resolva o quanto antes. Todos sabem que alguns times estão encontrando certos problemas, e agora estamos procurando acertar a nossa situação". O dirigente espera revelar o nome de seus pilotos ainda nesta semana. Que segundo se comenta é o japonês Kazuki Nakajima e o canadense Jacques Villeneuve. 1)Para mim, o editorial da Ferrari está certo, mas não dá para criticar o passado já que o presente na pessoa do novo presidente da FIA, Jean Todt, insiste em manter decisões tomadas ao "apagar as luzes" do mandato anterior. A partir de toda esta confusão, a FIA deveria dar chances para quem realmente pode!

 

Bruno Senna: O nome Ayrton Senna ajuda ou não?

22 de fevereiro de 2010

 

Depois de quase estrear na Fórmula 1 em 2009 pela equipe japonesa Honda, substituindo Rubens Barrichello no time, Bruno Senna se deparou com uma situação, no mínimo constrangedora. Viu sua estreia cair por terra com o anúncio pela Honda de que abandonaria a Fórmula 1, pondo a venda toda a sua estrutura na Inglaterra e novos projetos para a categoria… Projetos esse, "herdado" pelos funcionários, sob o comando de Ross Brawn, que preferiu não arriscar e acabou mantendo a mesma dupla de 2008: Rubens Barrichello e Jenson Button, deixando Bruno Senna de fora do Grid de 2009.

O sobrinho de Ayrton Senna, entretanto, não ficou de braços cruzados e foi atras de uma nova oportunidade para ingressar na F-1, correndo de turismo pela Mercedes, onde participou das 24 Horas de Le Mans. Ai o tempo passou e muitas vagas surgiram na Fórmula 1. Em  função do nome Senna, que  Bruno teima em negar que as coisas que está conseguindo são pela sua qualidade como profissional e não por ser um Senna…

Eu pergunto aos amigos internautas: se fosse um nome comum e sem confirmação para a F1 este ano, Bruno estaria conseguindo espaço no horário nobre durante o Jornal Nacional ou no Fantástico, ou até mesmo nas páginas amarelas da Revista Veja? Um espaço que já ajudou até a evitar um "Golpe de Estado", segundo o ex-Senador e ex-Ministro da justiça, Fernando Lira, por ocasião da morte do Presidente eleito Tancredo Neves?

Com toda a competência do amigo Marcio Fonseca, assessor de imprensa de Bruno Senna, eu duvido muito. Muitos, até por ser um  Senna, apostaram que Bruno assinaria com a Force India time que cresceu muito no final do campeonato passado e que teria uma vaga, já que Jean Carlo Fisichella estava mudando de endereço, indo para a Italia como piloto de testes da Ferrari. Mas no final do ano passado, Bruno Senna anunciou ter assinado com a estreante Campos. Ai baixou a decepção.

Como pode um piloto com "Pedigree", afinal é um Senna, ter assinado, com um dos piores projetos da categoria, sem carro, sem mecânico, sem estrutura e principalmente sem dinheiro. Com muitos questionamentos, Bruno justificou que não foi contratado, não "comprou a vaga", não vai levar dinheiro. Ai mais uma vez eu pergunto: qual o resultado do Bruno Senna no automobilismo para fechar este contrato, de pai para filho, será que não?

Entre a dúvida, de sair ou não da categoria, a Campos, no final da semana passada, anunciou que o sócio do time, José Ramon Carabante, assumiu como acionista majoritário e garantiu que vai estrear no Bahrein, mas que precisa de pilotos pagantes, para poder manter o projeto F-1. Com isso, Chamou Bruno Senna para uma reunião em seu iate na Espanha neste domingo (21/02). Depois desta reunião, Bruno garantiu que o contrato está mantido e que não vai levar dinheiro para a Campos. Outra vez eu pergunto: se não fosse um Senna, levaria ou não dinheiro? Levou ou não levou, eis a questão.