Segundo reportagem publicada pela revista alemã Auto Motor Und Sport, na última quinta-feira, dia do descobrimento do Brasil, a Ferrari admitiu que tem problemas nos motores de seus carros. A reportagem diz que os problemas estão nas válvulas pneumáticas. Esse problema estaria provocando a "fuga" de muito ar do motor durante as corridas. Impossibilitado de sanar o defeito durante as paradas no pit para troca de pneus, os dirigentes da equipe italiana devem pedir permissão à FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para realizar mudanças nos motores e resolver esse defeito, já que existe uma regra de "congelamento" do desenvolvimento dos propulsores. Mas a reportagem indica, também, que a Ferrari para ter esta permissão terá que provar à FIA que o problema é de confiabilidade em seus motores, mesmo com a regra do "congelamento".
Mas aqueles motores usados por Fernando Alonso e Felipe Massa nas quatro primeiras etapas estariam fora desta possível autorização. Bom, na minha modesta opinião, os dirigentes da Ferrari estão cobertos de razão para pedir esta permissão e a FIA em autorizar. Mas se isso se confirmar, os dirigentes da entidade máxima do automobilismo deveriam pensar nas equipes novatas e permitir mais testes para que esses times possam desenvolver seus carros e melhorar a velocidade diminuindo assim, os riscos que essas equipes expõem aos mais rápidos. Se a Ferrari, com mais de 50 anos na categoria e com uma estrutura de milhões de Euros, tem problemas, imagine as novatas como Virgin, Lotus e Hispania Racing, esta última, equipe do brasileiro Bruno Senna, que estreou na categoria, ele e o carro na primeira corrida do ano, no Bahrein, sem ter realizado se quer um km de teste.