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Avaliação Kawasaki Ninja 400 KRT

Kawasaki Ninja 400

Esta semana avaliamos a esportiva Kawasaki Ninja 400, lançada em 2018 como sucessora da Ninja 300. Embora tenha substituído a 300, a nova Ninja chegou totalmente diferente, tanto no design quanto na ciclística. O valor de referência, sem valor do frete que varia de estado para estado, é de R$ 24.990 (ref. abril de 2019).

Kawasaki Ninja 400

Entre as diferenças para a Ninja 300 está o motor, agora mais leve, mais compacto e com aumento da cilindrada, de 300 para 399. Este propulsor de 2 cilindros paralelos e 8 válvulas, desenvolve 48 cavalos de potência máxima e 3,9 mkgf de torque máximo. Tanto na cidade quanto na estrada mostrou bom desempenho. Anda bem, conta com motor liso e responde rápido desde os primeiros rpm (rotações por minuto).

Kawasaki Ninja 400

Durante o percurso urbano pudemos conferir também o bom câmbio de 6 velocidades e que os freios da Ninja 400 são eficientes. O sistema com ABS tem disco de freio de 310 mm na dianteira e disco de 220 mm na traseira, ambos com pinça de dois pistões. Em nenhum momento foi necessária a intervenção do ABS. Mas saber que o ABS faz parte do sistema deixa o piloto mais seguro.

Kawasaki Ninja 400

Ponto positivo para a boa ciclística. Resultado do baixo peso (168 kg), da distância entre-eixos (1,37 metros) e da altura do assento em relação ao solo (785 mm). Além disso, o assento está mais fino em relação a Ninja 300. Mas não foi somente a ciclística que agradou, o design esportivo também. Na frente chamam a atenção os faróis duplos de LED e os spoilers logo abaixo que ajudam na aerodinâmica. A rabeta, inspirada na Ninja H2, conta com lanterna em LED.

Kawasaki Ninja 400

E apontar os pontos positivos da Ninja 400 é muito fácil. Outro destaque fica para a suspensão que não transfere as imperfeições do asfalto para condutor e garupa. A suspensão dianteira tem garfo com bengalas de 41 mm de diâmetro sem ajuste, e a suspensão traseira tem amortecedores a gás com ajuste de pré-carga da mola. Para completar, as rodas são de 17 polegadas, sendo pneus 110/70 na frente e 180/60 atrás.

Kawasaki Ninja 400

O painel de instrumentos é o mesmo da Ninja 650, de fácil leitura, com tela de LCD em display negativo que, além do velocímetro digital e do indicador de marcha conta com hodômetros total e dois parciais, autonomia restante, consumos, temperaturas, relógio e indicador de pilotagem econômica. Falando em consumo, o tanque ganhou novo desenho e ficou menor. Tem capacidade para 14 litros.

Kawasaki Ninja 400

A Kawasaki Ninja 400 é uma excelente esportiva. É uma ótima opção para quem quer uma Ninja e não tem disponíveis os R$ 33 mil da Ninja 650, ou os R$ 53 mil da Ninja 1000. Não vai se decepcionar.

FICHA TÉCNICA KAWASAKI NINJA 400 KRT

 

MOTOR

Tipo: 2 cilindros paralelos, DOHC, 8 válvulas, arrefecido a líquido

Diâmetro x curso: 70,0 x 51,8 mm

Deslocamento: 399 cm³

Taxa de compressão: 11,5:1

Alimentação: injeção eletrônica

CHASSI

Tipo: treliça, aço de alta resistência

Suspensão dianteira: garfo telescópico de 41 mm

Suspensão traseira: amortecedor a gás com ajuste de pré-carga da mola e atuação por link

Curso dianteira: 120 mm

Curso traseira: 130 mm

Pneu dianteiro: 110/70R17

Pneu traseiro: 150/60R17

Freio dianteiro: disco semi-flutuante de 310 mm. Pinça de dois pistões

Freio traseiro: disco de 220 mm. Pinça de dois pistões

TRANSMISSÃO

Transmissão final: corrente

Número de marchas: 6 velocidades

PERFORMANCE       

Potência máxima: 48cv a 10.000 rpm

Torque máximo: 3,9 mkgf a 8.000 rpm

DIMENSÕES

Comprimento total: 1.990 mm

Largura Total: 710 mm

Altura Total: 1.120 mm

Distância entre eixos: 1.370 mm

Altura do solo: 140 mm

Altura do assento: 785 mm

Peso (ordem de marcha): 168 kg

Capacidade do tanque: 14 litros

VALOR

R$ 24.990 (ref. abril de 2019)

 

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Silvio Porto

Silvio Porto é um jornalista que estreou na extinta Revista Afinal como repórter fotográfico, passou pelas Revistas Placar e Quatro Rodas onde conquistou prêmios importantes. Viajou pelo mundo cobrindo futebol, os principais salões do automóvel (Paris, Frankfurt, Detroit e São Paulo), além de Fórmula 1 e os lançamentos de carros e motos. Fez parte do quadro de jurados do Prêmio “Carro do Ano”, da Revista Auto Esporte e há oito anos é um dos jurados do Prêmio Imprensa Automotiva realizado pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva. Hoje é diretor e editor do Portal MotorCar (www.motorcar.com.br) e do Blog do Silvio Porto (www.silvioporto.com.br).