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Kawasaki Versys-X 300: a caçula da família conquista quem a pilota.

A caçula da família Versys-X, da Kawasaki, a aventureira 300, além de contar com design moderno, boa dirigibilidade e ótima posição de pilotagem, teve seu preço reduzido para brigar com as concorrentes Honda XRE 300 e Yamaha Ténéré 250. Atualmente a versão de entrada Standard custa R$ 19.990 e com ABS R$ 22.990, contra os valores de lançamento de R$ 21.000 e R$ 24.000 para as primeiras 200 unidades e que em seguida subiriam para R$ 23 mil e R$ 25 mil. Certamente a Kawasaki repensou sua estratégia, pois as principais adversárias custam bem menos: Honda XRE 300 tem seu preço a partir de R$ 18.600 e Yamaha Ténéré 250, R$ 17.200.

A Versys-X 300 conta com motor 4 tempos de dois cilindros em linha somando 296 cm³, refrigeração líquida e comando duplo no cabeçote. Esse propulsor desenvolve potência máxima de 29 cavalos e torque máximo de 2,6 mkgf. É o mesmo motor das Ninjas 300 e Z300. O câmbio tem seis marchas e a embreagem é assistida e deslizante. Ponto para a Kawasaki, já que as concorrentes têm cinco marchas, motor monocilíndrico de comando simples e refrigeração a ar. A Versys-X 300 ganha, ainda na potência, pois o da XRE 300 gera 26 cv e a Ténéré, 21 cv.

Precisa de autonomia para rodar? Então outro ponto para a Kawasaki. Seu tanque tem capacidade para 17 litros o que faz a moto rodar por aproximadamente 400 km. O tanque da Honda tem capacidade por cerca de 14 litros e a Yamaha, 16 litros. Se for percorrer circuito urbano ou fazer pequenas viagens, a Versys-X 300 é uma excelente opção. Para viagens mais longas, escolha uma das irmãs — Versys-X 650 ou 1000. A Versys-X 300, embora ofereça uma excelente posição de pilotagem, mesmo para pilotos com estatura baixa, cansa após muito tempo na moto por conta do banco duro. Rodar mais que 150 km direto é dureza. É preciso parar para “esticar” o corpo. Uma pena, pois a moto conta com um bom tanque de combustível para 17 litros, o que lhe dá uma autonomia de cerca de 400 km.

O painel de instrumentos é bem completo com velocímetro digital, conta-giros, indicador de marcha, relógio, temperatura externa e do líquido de refrigeração, consumo médio, indicador de pilotagem econômico (modo ECO) e marcador de combustível e autonomia. Essa Kawasaki Versys-X 300 tem, também, para-brisa mais alto que o normal, bagageiro na rabeta, além de pedaleira afastada e mais
esportiva. Durante a semana que avaliamos a moto pudemos conferir a excelente leitura das informações fornecidas no painel. Outro ponto de destaque é a posição de pilotagem. Ergonomia muito boa, com um belo conjunto: guidão, pedaleiras e chassi estreitado na área do piloto. Estatura baixa? Com a Versys-X 300 você consegue colocar facilmente os pés no chão.

A moto se comporta muito bem no trânsito. Fácil de pilotar e ágil. E é no trânsito, no anda e para, que o piloto percebe a importância da embreagem assistida. Quem não tem sabe o quanto a mão esquerda dói depois de tantas trocas de marchas. Nas curvas a Versys-X 300 tem bom comportamento, nas frenagens os freios foram eficientes (contam com ABS), e a suspensão é um pouco rígida. Na verdade foi calibrada para aguentar trancos off-road, mas oferece estabilidade no asfalto. Falando em fora de estrada, percorremos mais de 100 km por estradas de terra e a moto não decepcionou. Cumpriu seu papel de aventureira. Conta com pneus mistos dianteiro 100/90-19M/C 57S e traseiro 130/80-17M/C 65S.

Mas nos trechos rodoviários, além de “sentirmos na pele” que por conta do banco duro não há condições de se rodar muitos quilômetros seguidos, o motor de 296 cm³ com 29 cv e 2,6 mkgf de torque a 10.000 rpm, em conjunto com o câmbio de seis marchas configurado com uma relação onde a sexta marcha é curta em relação a força do motor, acaba prejudicando um pouco o conforto na pilotagem em grandes retas. Mas apresentou boa retomada, oferecendo segurança ao piloto. Se a ideia é viajar por longos trechos, escolhas as irmãs maiores da Kawasaki. Mas se seu objetivo é percorrer trechos urbanos ou fazer pequenas viagens, então vale a pena ter a Versys-X 300 na garagem.

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Silvio Porto

Silvio Porto é um jornalista que estreou na extinta Revista Afinal como repórter fotográfico, passou pelas Revistas Placar e Quatro Rodas onde conquistou prêmios importantes. Viajou pelo mundo cobrindo futebol, os principais salões do automóvel (Paris, Frankfurt, Detroit e São Paulo), além de Fórmula 1 e os lançamentos de carros e motos. Fez parte do quadro de jurados do Prêmio “Carro do Ano”, da Revista Auto Esporte e há oito anos é um dos jurados do Prêmio Imprensa Automotiva realizado pela Abiauto – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva. Hoje é diretor e editor do Portal MotorCar (www.motorcar.com.br) e do Blog do Silvio Porto (www.silvioporto.com.br).